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Nova mostra de mamíferos taxidermizados comemora a Semana Nacional dos Museus em Macaé


Aberto à visitação gratuita de estudantes das redes públicas e privada de ensino e do público em geral, o Museu Norte-Fluminense de Biodiversidade (BioMuseu) do Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade da Universidade Federal do Rio de Janeiro em Macaé (Nupem/UFRJ-Macaé) comemora com uma nova mostra de mamíferos taxidermizados a Semana Nacional dos Museus. A exposição será lançada na próxima quarta-feira (27), Dia Nacional da Mata Atlântica, às 9h30, como parte da programação comemorativa do Nupem.
O BioMuseu é o primeiro museu da UFRJ fora da capital. O espaço foi inaugurado em março de 2025 e, desde então, recebe visitantes diariamente. O público, em sua maioria, é composto por estudantes de redes públicas. O prédio de dois andares e 600 m2 é constituído por uma sala de exposições e salas para mostra das coleções científicas (fauna e flora da região). São elas: uma das maiores coleções de peixes de mar profundo (mais de 700 mil metros) do Brasil.; uma coleção de mamíferos silvestres, muitos deles vítimas de atropelamentos nas rodovias da região; uma coleção de insetos e invertebrados marinhos e uma coleção botânica (herbário).
A coleção de mamíferos do BioMuseu conta com cerca de 2.500 exemplares, a maior parte são pequenos roedores e morcegos. Há primatas e animais raros, como o gato do mato maracajaga, e espécies que acabaram de ser descritas. Para comemorar o Dia Nacional da Mata Atlântica, serão integrados à exposição mais seis animais, entre eles, o ratinho-goytacá (Cerradomys goytaca). Ele é um pequeno mamífero roedor exclusivo das restingas do Norte Fluminense, especificamente Macaé. A espécie foi descoberta por pesquisadores da UFRJ no Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba e apresenta características únicas. O ratinho-goytacá suporta a temperatura de 70º C na areia e quedas bruscas de temperatura à noite. Na Lista Vermelha de espécies ameaçadas de extinção, o modelo biológico do goytacá está sendo estudado por sua adaptação renal extrema à escassez de água. O espécime taxidermizado será apresentado em um diorama, uma representação do ambiente onde ele vive.
Além dele, outro animal raro, a cuíca-de-três-listras (Monodelphis semilineata) estará em exposição. Ela é um marsupial que só existe no Rio de Janeiro e foi recentemente descoberto por alunas do Nupem orientadas pelo professor Dr. em Zoologia, Pablo Rodrigues Gonçalves. Foi ele que descreveu o ratinho-goytacá. Também estará em diorama o rato d’água (Nectomys squamipes), comum na Mata Atlântica, entre outros.
“Estas exposições são sempre um sucesso. Há todas as reações. Algumas crianças ficam fascinadas. Até as pessoas mais idosas ficam entusiasmadas. Estas espécies de mamíferos estão protegidas dentro do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, mas ainda há algumas ameaças. A população abandona na restinga cachorros, que também são predadores do ratinho e da cuíca e são transmissores de doenças para a fauna silvestre”, enfatiza Pablo, que coordena as coleções biológicas do BioMuseu.
O museu apresenta também exposições de fósseis (alguns com 500 milhões de anos), minerais e painéis que contam a história da vida na Terra. A visitação com guia ocorre em grupos de até 15 pessoas. O museu funciona de segunda a sexta-feira, das 9h30 às 11h30. O formulário para o agendamento opcional está disponível neste link.

Captação de apoiadores
O Nupem busca apoio para os projetos de extensão acadêmica voltados para a preservação da Mata Atlântica. Ongs, empresas de material de construção e jardinagem, gráficas e confecções podem colaborar doando sombrites, mourões, cupinicida, placas de identificação de espécie arbóreas e QRCode; tinta de piso, para sinalização da ‘Trilha da Ciência: Viagem pela Mata Atlântica’; blusas, para uniformização da equipe de extensionistas-guias; repelente contra insetos, para as crianças visitantes, e iluminação para os painéis da exposição ‘Trilha da Ciência’. O instituto também está captando apoio para a instalação de bancos na trilha, para acomodar especialmente os estudantes visitantes.

Programação Dia Nacional da Mata Atlântica
Às 9h, Teatro de Sombras ‘A origem do universo’, na sala 16; às 9h30, Inauguração da exposição de novos animais taxidermizados, no BioMuseu Espaço Ciência; às 10h e inauguração da exposição ‘Trilha da Ciência: Viagem pela Mata Atlântica’. À tarde haverá: às 13h, Stands de Extensão e Iniciativas Sustentáveis, no auditório; às 14h, palestra ‘Descoberta de uma nova espécie de mamífero na Mata Atlântica’, da Doutoranda PPG-BBE/UFRJ, Isabelle Chagas, no auditório; às 15h, documentários ‘Cultivadores de Futuros’ e ‘O amanhã começa na terra’, no auditório e às 15h45, Roda de Conversa Cultivando e Conservando a Mata Atlântica, com os produtores do Café do Bem (agricultura sustentável), no auditório.
A palestra do professor Ph.D titular da UFRJ, Fábio Rubio Scarano, ‘Mata Atlântica – Evidências e Motivos para Esperançar’ será às 17h, no Espaço Scarano. O ecólogo condecorado com dois Prêmios Jabuti na área de Ciências Naturais atuou nos painéis da ONU para o clima (IPCC) e biodiversidade (IPBES) e é curador do Museu do Amanhã, no Rio. A placa de inauguração do Espaço Scarano será descerrada durante o evento. Ela será seguida da premiação da ‘Exposição e Concurso de Desenhos e Fotografias Nupem’. O Nupem está localizado na Av. Amaro Reinaldo dos Santos Silva, 764, bairro São José do Barreto.


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