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Concurso cultural valoriza identidade quilombola nas escolas municipais de Cabo Frio


A Prefeitura de Cabo Frio, por meio da Secretaria de Educação, deu início às atividades do 1º Concurso Cultural “Minha Comunidade, Minha Identidade” nas escolas quilombolas da rede municipal. A iniciativa vem mobilizando estudantes, professores e comunidades escolares em torno da valorização da cultura, da memória e da identidade quilombola, por meio da produção de desenhos autorais.

Até o momento, já produziram desenhos alunos das unidades E.M. Agrisa, E.E. Mz. Araçá, E.M. Francisco Franco, E.M. Pedro Jotha, E.M. Professora Maria Salvadora Silva e E.M.E.I. Cleusa Guimarães. Ao todo, 11 escolas quilombolas participam da ação, que integra as comemorações pelo recebimento do Selo Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva, reconhecimento concedido à rede municipal pelo compromisso com a equidade e a promoção da Educação Antirracista no âmbito da Educação Escolar Quilombola.

O concurso selecionará desenhos produzidos pelos estudantes para compor placas simbólicas em 3D, que serão instaladas nas fachadas das escolas participantes, representando visualmente a identidade cultural da unidade. Os trabalhos devem representar elementos ligados à identidade cultural quilombola, aos saberes tradicionais, à relação com o território e aos símbolos das comunidades.

De acordo com o Regulamento do concurso, cada escola realizará uma seleção interna para escolha do desenho representante da unidade, com participação de uma comissão formada por funcionários quilombolas, professores e pelo voto coletivo dos estudantes. Os critérios avaliados incluem criatividade, originalidade, representatividade cultural e viabilidade técnica do desenho. Todos os estudantes participantes receberão certificado e, ao final, tambémserão contemplados com um passeio cultural.

A articuladora da Educação Escolar Quilombola da rede municipal, Juliana Pacheco, falou sobre a iniciativa, que envolve estudantes de 4 a 14 anos. “As duas escolas da Educação Infantil adaptaram a proposta ao seu público. O mais bacana é que os alunos irão acompanhar de perto a produção das placas, que serão confeccionadas no IFF, o Instituto Federal Fluminense, parceiro do projeto. Esse processo tem sido muito bonito, porque tem fortalecido o vínculo da comunidade com a escola e com a cultura quilombola desde a infância”, destacou.


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