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Dia Mundial sem Tabaco alerta para riscos da nicotina entre adolescentes e jovens


Criado em 1987, o Dia Mundial sem Tabaco, celebrado em 31 de maio, reforça o alerta sobre os impactos do tabagismo na saúde pública e chama atenção para o avanço do consumo de nicotina entre adolescentes e jovens. Neste ano, a campanha da Organização Mundial da Saúde (OMS) traz como tema “Desmascarando o Apelo – Combatendo a Dependência de Nicotina e Tabaco”.
A campanha destaca os riscos do cigarro convencional, cigarros eletrônicos e narguilé, além das estratégias utilizadas pela indústria do tabaco para atrair novos consumidores, especialmente o público jovem.
Uma nota técnica do Ministério da Saúde alerta que a indústria do tabaco continua reinventando seus produtos para alcançar crianças e adolescentes. Entre as estratégias estão o uso de sabores adocicados, aromas artificiais, embalagens coloridas, designs modernos e forte divulgação em mídias digitais, filmes, séries, videoclipes e redes sociais.
Segundo a OMS, essas ações têm como objetivo mascarar os efeitos agressivos da nicotina e tornar os produtos mais atrativos para os jovens. A preocupação é ainda maior devido ao crescimento do uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes.
Dados internacionais mostram que pelo menos 15 milhões de adolescentes entre 13 e 15 anos utilizam cigarros eletrônicos. Em alguns países, crianças e jovens têm até nove vezes mais chances de usar esses dispositivos do que os adultos.
A nota técnica também ressalta que a nicotina possui alto potencial de dependência química e que grande parte dos fumantes iniciou o consumo ainda na adolescência. Especialistas apontam que o cérebro dos jovens está em fase de desenvolvimento, o que aumenta a vulnerabilidade aos efeitos da dependência.
Além disso, o consumo precoce de nicotina pode favorecer problemas respiratórios, cardiovasculares, alterações emocionais e comportamentais, além de aumentar os riscos de uso de outras drogas no futuro.
Mesmo com a proibição da propaganda de produtos derivados do tabaco no Brasil, a indústria mantém formas indiretas de divulgação. A presença de cenas de fumo em conteúdos de entretenimento e o marketing digital são apontados como ferramentas que ajudam a normalizar o consumo entre crianças e adolescentes.
No Brasil, a fabricação, comercialização, propaganda e distribuição de cigarros eletrônicos são proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), conforme a RDC nº 855/2024.
Em Macaé, a Secretaria de Saúde mantém o Programa de Prevenção e Controle do Tabagismo, voltado para pessoas que desejam abandonar o cigarro ou precisam de apoio para permanecer longe da nicotina. O atendimento é realizado por equipe multidisciplinar e inclui acompanhamento individual, grupos de apoio e práticas integrativas.
O programa funciona na Casa da Convivência, localizada na Rua Visconde de Quissamã, nº 482, no Centro de Macaé, além de unidades básicas de saúde do município.
Como parte das ações de conscientização do Dia Mundial sem Tabaco, um evento será realizado no dia 27 de maio, para discutir os impactos da nicotina na saúde pública e os desafios no combate ao tabagismo entre jovens e adolescentes.

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