I Festival QualiTeclas em Cena terá Ensemble Vozes Entretom como convidado
A primeira edição do Festival QualiTeclas em Cena, comemorativa do Dia Internacional da Música, será realizada na quinta-feira (1º), às 18h30, no Teatro do Sindipetro-NF Macaé. O evento é gratuito, mas será necessário fazer reserva presencialmente. O festival, a culminância do ano letivo dos alunos da QualiTeclas Escola de Música voltada para o ensino de teclado e piano, terá como convidados o grupo musical Ensemble Vozes Entretom e o pianista João Aprígio.
O festival é realizado pela QualiTeclas com o apoio do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) e das Óticas OK. A produção-geral é do Mestre em Epistemologia e Ensino da Música, ambos pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Fred Cnop, que foi aluno de piano, na UFRJ, de Cláudio Dauelsberg, Paula Faor e Flávio Augusto Borges.
“A proposta é valorizar a trajetória musical dos alunos, oferecendo uma vivência real de apresentação em palco, além de aproximar a comunidade da música através de um evento aberto e acessível”, enfatiza o professor.
Ele ressalta ainda que o recital de alunos é uma tradição da QualiTeclas, mas que a estruturação em Festival QualiTeclas em Cena, com artistas convidados, é inédita. A sonorização e a iluminação são assinadas por Lumiere Som e Luz.
Ensemble Vozes Entretom e João Aprígio são as atrações convidadas
O regente convidado é Jardél Màia. O cantor, ator, diretor musical, maestro, arranjador e preparador vocal, licenciado em Música pela UFRJ, é pós-graduado em Gestão e Políticas Educacionais pela Claeh, de Montevidéu/Uruguai, especialista em Educação e em Fisiologia da Voz. Ele é professor dos cursos Básico e Técnico de Canto da Escola Municipal de Artes Maria José Guedes (Emart), em Macaé, desde 2012. Em 2023, Jardel Màia criou, no município, o Ensemble Vozes Entretom, desenvolvendo estudos de Fisiologia da Voz e uma metodologia que combina Belting, Speech Level Singing (SLS), Canto Lírico e Legit, buscando ampliar a versatilidade dos intérpretes.
O grupo atualmente é formado por 31 solistas e intérpretes que também se apresentam em conjunto. Cerca da metade do grupo é composto por alunos dos cursos Básico e Técnico da Emart, onde os ensaios são realizados. Artistas profissionais de Macaé e de municípios circunvizinhos também integram a formação. Jardél enfatiza o conceito de ensemble, do francês ‘junto, todo, conjunto’, um grupo de alta performance onde cada voz mantém sua identidade, mas atua em sinergia com o todo.
“O Vozes Entretom é um ensemble e isso não é sobre o rótulo, é sobre a experiência. Somos 31 artistas pensando, respirando, cantando e atuando juntos. Somos versatilidade, técnica e emoção em cena. No ensemble, cada voz importa. Os intérpretes se revezam em solos, pequenos grupos e grandes momentos coletivos, com nenhuma barreira de estilo: do erudito ao pop, do teatro musical à MPB. Temos a versatilidade de nos apresentarmos a cappella ou acompanhados por instrumentos, unindo precisão de câmara com peso de concerto. Esta inspiração vem do Teatro Musical. Isso é diferente de um coral, em que a proposta vocal é a fusão sonora homogênea”, define o regente.
Nesta primeira edição do Festival QualiTeclas em Cena, o Ensembre Vozes Entretom irá apresentar: Samba do Avião, de Antônio Carlos Jobim; Encontros e Despedidas, de Milton Nascimento e Fernando Brant; ‘Desde que o Samba é Samba’, de Caetano Veloso, entre outras.
Jardél Màia, que já recebeu o Prêmio Shell em Música, foi solista na estreia mundial, em português, da ópera O Pagador de Promessas, no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro, e atuou como diretor musical das práticas de montagem de A Chorus Line, Sociedade Ambulante (musical de sua autoria) e Hair, essa com direção de Denis Carvalho. Como cantor, participou de montagens de Orfeu, de Monteverdi, e da ópera Amahl e os Visitantes da Noite, de Gian Carlo Menotti, sob regência do maestro Henrique Morelenbaum e direção de Pedro Paulo Rangel.
Como preparador vocal de artistas, mantém alunos de Canto on-line também na Suécia, Inglaterra e Argentina. Na direção musical, destaca-se o espetáculo Ópera das Malandras, pelo Centro de Estudos e Formação em Teatro Musical (Ceftem) e do grupo Som das Vielas, da Escola de Música da Rocinha-RJ. Ele também integra o júri das escolas de samba do grupo de Acesso da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), desde 2011, e, desde 2013, atua como julgador do quesito Harmonia do Grupo Especial.
O músico e estudante da Emart de Violão Técnico e Piano Básico, João Aprígio, 21 anos de idade, também é convidado do festival. João se dedica há dois anos ao estudo de violão e há um pouco menos que isso ao de piano, se interessando por composição, harmonia e arranjos. Ele é integrante da Orquestra Popular de Macaé (OPM), grupo da Emart dirigido pelo maestro Bruno Py, e, também, do Ensemble Vozes Entretom. Inspirado principalmente por Tom Jobim e Djavan, João busca construir sua própria linguagem musical. João Aprígio apresentará: ‘Da Luz’, composição autoral em homenagem à falecida tia-avó, e Marcha Complicada, de Ronaldo Miranda, peça a quatro mãos, com Fred Cnop.
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