Mês da Voz: ‘Cantos e Contos’ comemora 10 anos
Cuidar da voz durante todas as fases da vida é a recomendação do Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa). Voz é identidade, instrumento de trabalho e de arte, mas pode ir além disso. Projetos vocais podem proporcionar potencialização e até preservação da vida. Um dos exemplos desta função é a oficina Cantos e Contos, realizada no Centro de Convivência e Cultura Benedicto Lacerda, no Centro da cidade, vinculado à Secretaria de Saúde de Macaé.
À frente da Cantos e Contos está sua idealizadora, a fonoaudióloga Luciana Aguilar, há 24 anos na Rede Municipal de Saúde. O grupo partiu de um curso de extensão voltado a pessoas na terceira idade, na Cidade Universitária de Macaé. Em seguida, a iniciativa passou a ser desenvolvida no Centro de Convivência e Cultura para um público ampliado, como oficina Cantos e Contos de cuidados vocais.
O coro atualmente é integrado por 17 pessoas, em sua maioria mulheres, na faixa etária a partir dos 50 anos. Mas é aberto a membros de todas as idades. O trabalho vai além dos ensaios. Começa com a escolha de um cantor ou compositor para estudo da obra, ou ainda de um tema, como ‘Músicas de Protesto pelo Mundo’. O processo inclui exercícios de higiene vocal, aquecimento e desaquecimento, e até alongamentos e atividades físicas que aumentam a dopamina (neurotransmissor que atua no sistema de recompensa).
Além da fonoaudióloga, a equipe é formada pela terapeuta ocupacional, Debora Jeovani, e pelo musicoterapeuta, André Carneiro. Para Luciana, as apresentações são consequências de todo o processo. Elas acontecem anualmente, no Dia do Fonoaudiólogo (9 de dezembro), na Cidade Universitária, e ocasionalmente nas unidades de Estratégia de Saúde da Família (ESF). O coral é heterogêneo, acolhendo também pessoas assistidas pela Saúde Mental.
“Cuidamos da voz, mas especialmente trabalhamos a autonomia, a elevação da autoestima e a segurança. O nosso principal objetivo é possibilitar a convivência e a socialização. O grupo promove uma potência na vida das pessoas, inclusive daquelas com deficiência auditiva. É na diversidade que a gente aprende a respeitar. O canto em grupo é uma das atividades mais prazerosas do ser humano. Quando cantamos juntos, transformamos vidas. E a partir da importância que damos a voz, eles passam a querer cuidar dela”, ressalta.
Em Macaé há dois anos, a professora aposentada Fátima Queiroz (63), sempre gostou de música e preparava seus alunos de uma escola no Morro do Borel, Rio, para a participação em vários festivais. Ela afirma ter resgatado socialmente muitas crianças através da música.
“Inclusive levei o Nego do Borel para o primeiro festival. Mas, há 20 anos, tive uma perda auditiva muito grande, o que mexeu comigo. No ano passado, ingressei no Cantos e Contos e me apaixonei. É um ambiente profissional, mas a convivência é o mais importante. Isso me resgatou do luto pelo meu marido. É a minha âncora. Levei a minha madrinha, Marilene Santos (85), que sempre gostou de cantar, para a oficina. Ela também se sentiu acolhida e está sempre disposta para participar. Foram duas vidas que ressurgiram, como a fênix, através da música”, conta.
Também a pensionista, Maria Jaiza Cortez (66), disse que superou a depressão causada pelo luto por seu marido graças ao projeto. Ela participa do grupo vocal há 9 anos.
“Depois de assistir a uma apresentação do Cantos e Contos na minha igreja, me interessei em participar. Eu já levei várias pessoas para o grupo. A Luciana cuida da nossa voz, mas foi a acolhida dela um espetáculo para mim. Fez toda diferença na minha vida e saí da depressão. Fazemos também um trabalho corporal, então melhora tudo”, salienta.
O mês de abril é considerado o Mês da Voz em alusão ao Dia Mundial da Voz, celebrado em 16 de abril. Neste mês, a campanha mundial para os cuidados com a voz é reforçada. Fonoaudiólogos e otorrinolaringologistas recomendam atenção a sintomas como rouquidão, pigarro constante, voz fraca, falhas ou cansaço ao falar. A oficina Cantos e Contos de cuidados vocais acontece semanalmente, segunda-feira, às 9h, no Centro de Convivência e Cultura, rua Visconde de Quissamã, 482, Centro da cidade. As inscrições ficam permanentemente abertas e a participação é gratuita.
O coro atualmente é integrado por 17 pessoas, em sua maioria mulheres, na faixa etária a partir dos 50 anos. Mas é aberto a membros de todas as idades. O trabalho vai além dos ensaios. Começa com a escolha de um cantor ou compositor para estudo da obra, ou ainda de um tema, como ‘Músicas de Protesto pelo Mundo’. O processo inclui exercícios de higiene vocal, aquecimento e desaquecimento, e até alongamentos e atividades físicas que aumentam a dopamina (neurotransmissor que atua no sistema de recompensa).
Além da fonoaudióloga, a equipe é formada pela terapeuta ocupacional, Debora Jeovani, e pelo musicoterapeuta, André Carneiro. Para Luciana, as apresentações são consequências de todo o processo. Elas acontecem anualmente, no Dia do Fonoaudiólogo (9 de dezembro), na Cidade Universitária, e ocasionalmente nas unidades de Estratégia de Saúde da Família (ESF). O coral é heterogêneo, acolhendo também pessoas assistidas pela Saúde Mental.
“Cuidamos da voz, mas especialmente trabalhamos a autonomia, a elevação da autoestima e a segurança. O nosso principal objetivo é possibilitar a convivência e a socialização. O grupo promove uma potência na vida das pessoas, inclusive daquelas com deficiência auditiva. É na diversidade que a gente aprende a respeitar. O canto em grupo é uma das atividades mais prazerosas do ser humano. Quando cantamos juntos, transformamos vidas. E a partir da importância que damos a voz, eles passam a querer cuidar dela”, ressalta.
Em Macaé há dois anos, a professora aposentada Fátima Queiroz (63), sempre gostou de música e preparava seus alunos de uma escola no Morro do Borel, Rio, para a participação em vários festivais. Ela afirma ter resgatado socialmente muitas crianças através da música.
“Inclusive levei o Nego do Borel para o primeiro festival. Mas, há 20 anos, tive uma perda auditiva muito grande, o que mexeu comigo. No ano passado, ingressei no Cantos e Contos e me apaixonei. É um ambiente profissional, mas a convivência é o mais importante. Isso me resgatou do luto pelo meu marido. É a minha âncora. Levei a minha madrinha, Marilene Santos (85), que sempre gostou de cantar, para a oficina. Ela também se sentiu acolhida e está sempre disposta para participar. Foram duas vidas que ressurgiram, como a fênix, através da música”, conta.
Também a pensionista, Maria Jaiza Cortez (66), disse que superou a depressão causada pelo luto por seu marido graças ao projeto. Ela participa do grupo vocal há 9 anos.
“Depois de assistir a uma apresentação do Cantos e Contos na minha igreja, me interessei em participar. Eu já levei várias pessoas para o grupo. A Luciana cuida da nossa voz, mas foi a acolhida dela um espetáculo para mim. Fez toda diferença na minha vida e saí da depressão. Fazemos também um trabalho corporal, então melhora tudo”, salienta.
O mês de abril é considerado o Mês da Voz em alusão ao Dia Mundial da Voz, celebrado em 16 de abril. Neste mês, a campanha mundial para os cuidados com a voz é reforçada. Fonoaudiólogos e otorrinolaringologistas recomendam atenção a sintomas como rouquidão, pigarro constante, voz fraca, falhas ou cansaço ao falar. A oficina Cantos e Contos de cuidados vocais acontece semanalmente, segunda-feira, às 9h, no Centro de Convivência e Cultura, rua Visconde de Quissamã, 482, Centro da cidade. As inscrições ficam permanentemente abertas e a participação é gratuita.
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